Prece a Um Deus

Não sei teu nome, nem tua cor.
Se chamares José, construas alicerce em mim.
Se chamares Pedro, dê-me as chaves da felicidade.
Se fores branco, tinjas minhas iras.
Se fores negro, esconda meus medos.
Tragas dos Andes, neve para o meu coração.
Leves minha voz ao cume mais alto e mais distante.
Lá gritarei ao mundo tudo o que sinto.
Pois sei que ninguém ouvirá.
E os sons, perder-se-ão em meio ao nada.
Se tiveres asas, empreste-me por um segundo.
Elas levarão meus sonhos ao último andar do céu,
Onde não poderei tocá-los enquanto vivente.
E quando a hora for chegada, não passarão de lembranças do meu ser.
Mas se nada disso tiveres como me atender.
Tentes me dar mais duas pernas ...
Talvez possa correr mais rápido.
E ao fim da linha logo chegar.



3 Vê se comenta, pô!:
Prima, to cada vez mais fã das suas poesias...
Outro dia, fui substituir alguns companheiros no Rádio e já colei uma, foi legal...
Realmente é muito bom, da um orgulho danado, ter alguén na familia com tanto talento...
Bjos
Mauro Briganti
Minha querida Valéria, fico feliz de poder comentar no seu blogger novamente. As pessoas que não entendem o que é arte, não são sensíveis e, em conseqüencia muitas vezes falam o que não sabem. Não participei de seu blogger nos últimos dias, mas os acompanhei. Você continua divina!!!Gostei da cadência, mas acho que na 3a. e 4a. estrofes vc deveria ter mantido 5 versos.Beijos e obrigada por deixar-me participar novamente,
Não sou poeta... Tento brincar com palavras apenas. Foi uma revelação a sua forma de escrever. Desculpe mas virei aqui mais vezes, ler o encanto. Já havia passado duas vezes mais, mas não cheguei a comentar. Até busquei inspiração em um deles.
Vicente Diniz - RJ
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