quarta-feira, dezembro 13, 2006

Prece a Um Deus














Não sei teu nome, nem tua cor.
Se chamares José, construas alicerce em mim.
Se chamares Pedro, dê-me as chaves da felicidade.
Se fores branco, tinjas minhas iras.
Se fores negro, esconda meus medos.

Tragas dos Andes, neve para o meu coração.
Leves minha voz ao cume mais alto e mais distante.
Lá gritarei ao mundo tudo o que sinto.
Pois sei que ninguém ouvirá.
E os sons, perder-se-ão em meio ao nada.

Se tiveres asas, empreste-me por um segundo.
Elas levarão meus sonhos ao último andar do céu,
Onde não poderei tocá-los enquanto vivente.
E quando a hora for chegada, não passarão de lembranças do meu ser.

Mas se nada disso tiveres como me atender.
Tentes me dar mais duas pernas ...
Talvez possa correr mais rápido.
E ao fim da linha logo chegar.

3 Vê se comenta, pô!:

At 10:30 AM, Anonymous Anônimo said...

Prima, to cada vez mais fã das suas poesias...
Outro dia, fui substituir alguns companheiros no Rádio e já colei uma, foi legal...
Realmente é muito bom, da um orgulho danado, ter alguén na familia com tanto talento...
Bjos
Mauro Briganti

 
At 1:49 PM, Anonymous Anônimo said...

Minha querida Valéria, fico feliz de poder comentar no seu blogger novamente. As pessoas que não entendem o que é arte, não são sensíveis e, em conseqüencia muitas vezes falam o que não sabem. Não participei de seu blogger nos últimos dias, mas os acompanhei. Você continua divina!!!Gostei da cadência, mas acho que na 3a. e 4a. estrofes vc deveria ter mantido 5 versos.Beijos e obrigada por deixar-me participar novamente,

 
At 4:37 PM, Anonymous Anônimo said...

Não sou poeta... Tento brincar com palavras apenas. Foi uma revelação a sua forma de escrever. Desculpe mas virei aqui mais vezes, ler o encanto. Já havia passado duas vezes mais, mas não cheguei a comentar. Até busquei inspiração em um deles.

Vicente Diniz - RJ

 

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