Desvie-me do mar

Às vezes turvas, às vezes límpidas,
Águas desse rio que já abraçaram minhas lágrimas,
Já acalmaram o meu pranto,
Mas também já inundaram-me de ira.
Outros rios desembocaram em ti.
E em outros, eu já me banhei.
Mas em tuas águas, nunca adentrei.
Várias vezes desviei tua correnteza,
Até fiz pouco de tuas propriedades.
Nunca olhei como deveria,
Quão imenso é o teu leito.
Mas hoje, diante de tua margem,
Percebi que se nunca estive em ti imersa,
Desconheço tua profundidade...
Por quê não sentir toda tua essência?
Nada te prometo, pois meu coração entreguei a um mar.
Mas confesso que estou pensando,
Triscar a ponta do meu dedo em teu leito.
Já que o mar me rejeitou,
E pequena me julgou,
Talvez sejam tuas águas,
Que irão me curar.
Tente! Pois o oceano de sentimentos que hoje me envolve,
Está me afogando ...
Resgate-me! Dou-te esta chance.
Tente carregar-me para dentro de ti.
Tua tarefa será árdua ...
E depois, caberá ao teu braço,
Alcançar-me ou não.
Caberá à tua força,
Arrancar de mim esse mar de paixão.



2 Vê se comenta, pô!:
Adorei preta. Sábado estaremos juntos. Saudades imensas.
Te amo.
Carlos
Confesso que me pegou desprevinido ... Ainda tô meio tonto.
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