segunda-feira, dezembro 11, 2006

Elipse











Em prosa e verso busco meu norte,
E num matagal de palavras me embrenho.
Do cipó mais alto tiro rima forte.
E na madrugada de sonhos não me contenho.

Sinto a frieza da lua embalsamada.
E com cautela descrevo amores,
Deixando-me levar em valsa ritmada.
Ocultando com nanquim os meus temores.

Se mentiras ou verdades confesso,
Cabe somente ao meu imo responder.
Nem a alvura de um sorriso expresso.
Consegue a tristeza desfazer.

Permito-me a dor manter em cárcere presa,
Como também posso conter o amor sem grades.
Se quiser, despejo a saudade na natureza,
Ou até mesmo chamar-te de "meu" sem formalidades.

1 Vê se comenta, pô!:

At 9:14 AM, Anonymous Anônimo said...

Lembra muito Cesário Verde. Gostei. Na primeira estrofe o eu-lírico arrasa. Muito bonito e profundo."No cipó mais alto tiro rima" - muito legal. Metáfora do cipó muito bem empregada. Quero que vc venha ao lançamento do meu livro agora em janeiro, ok?
Beijos,
Luiz Antonio

 

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