Observação
à distância o lince só observavaTodo movimento que sua vista encerra
Tanto já viu e nada pôde fazer
Para eliminar tanto erro e maldizer.
Olha a cercania e finge acerto.
Uma lágrima rola e surge o aperto,
De nada poder fazer para transmutar
A farsa que sempre existiu naquele lugar.
Compartilha com seus amigos toda a dor.
Sabe que a situação é de profundo langor.
E assim observa a mundana hipocrisia,
Vestida sempre em alegórica fantasia.
Para muitos, lá existe arpejo.
Mas para amanhã fica o desejo
De presenciar a efetiva solução.
Restando contentar-se com a triste ilusão.
E o lince coloca-se a cucar.
Algo real para solucionar.
As mentiras mascaradas do retor.
Que esbraveja bondade com o codinome protetor.




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