COM MEDO
Sonhei contigo novamente.
Tenho que represar esse desejo latente!
O teu nome vem forte, na caverna ecoando.
E eu, meus ouvidos tapando.
Não sei o que passa em tua cabeça.
Nem mesmo na minha, e por mais que pareça,
não tenho certeza se quero provar esse vinho tinto,
ou fugir desorientada para um labirinto.
Não posso me permitir em rio lodoso nadar,
enquanto o tempo, essas água não clarear.
Sinto o quanto me queres realmente,
Só não posso concordar com a situação presente.
Tanto quanto tu, tento me eximir.
Desvio o pensamento e tento fugir.
Entendo que não há como negar,
Que nossos corpos tentam se encaixar.
Em nosso silêncio, deixes que o tempo resolva.
Quem sabe nossa ânsia ele dissolva,
Ou, ao contrário, deixemos o sangue ferver.
E ebolir o que está prestes a acontecer.




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