UM TRANSEUNTE
Que homem é este que naquele canto,
Nada pede, nem denota sofrido pranto.
Apenas anda, e por vezes senta.
E ao receber um sorriso se alenta.
Curiosidade e mistério o cercam.
Os abastados o observam.
A pouca comida que consegue na estrada,
Divide com um cão em sua passada.
Um dia um homem parou para perguntar.
De onde vinha e o porquê de ali estar.
Com sorriso respondeu que o Céu o enviou.
E com ironia o homem o ignorou.
Entre um e outro que por ali circulava,
Uma prosa se iniciava,
causando espanto em suas respostas,
pois era só um mendigo sem culturas impostas.
Em pouco tempo mais pessoas se juntavam.
Dores e angústias expressavam,
E com o toque Daquela Mão,
Trazia paz e uma solução.
Que mistério encerrava aquela criatura.
Esboçava paz e amor em sua figura.
Nada vendia ...
Nada pedia ...
Certa vez o mesmo homem que outrora o ignorou,
Desesperado sua ajuda rogou.
Pediu que por ele algo fizesse,
pois de dor hoje padece.
-De matéria, o que tenho é apenas um longo manto.
-De sabedoria, um universo santo.
Irritado o homem o ridicularizou.
E o amigo em um minuto explicou:
- Apenas leve meu Manto e cubra-te com Ele.
E mesmo com a cabeça coberta,
Serás guiado para uma descoberta.
Mesmo escuro por baixo estando.
A Luz Divina estará te guiando.
Entregou-lhe o manto ....
E saiu andando ...




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