sexta-feira, março 30, 2012

UM TRANSEUNTE











Que homem é este que naquele canto,

Nada pede, nem denota sofrido pranto.

Apenas anda, e por vezes senta.

E ao receber um sorriso se alenta.


Curiosidade e mistério o cercam.

Os abastados o observam.

A pouca comida que consegue na estrada,

Divide com um cão em sua passada.


Um dia um homem parou para perguntar.

De onde vinha e o porquê de ali estar.

Com sorriso respondeu que o Céu o enviou.

E com ironia o homem o ignorou.


Entre um e outro que por ali circulava,

Uma prosa se iniciava,

causando espanto em suas respostas,

pois era só um mendigo sem culturas impostas.


Em pouco tempo mais pessoas se juntavam.

Dores e angústias expressavam,

E com o toque Daquela Mão,

Trazia paz e uma solução.


Que mistério encerrava aquela criatura.

Esboçava paz e amor em sua figura.

Nada vendia ...

Nada pedia ...


Certa vez o mesmo homem que outrora o ignorou,

Desesperado sua ajuda rogou.

Pediu que por ele algo fizesse,

pois de dor hoje padece.


-De matéria, o que tenho é apenas um longo manto.

-De sabedoria, um universo santo.

Irritado o homem o ridicularizou.

E o amigo em um minuto explicou:


- Apenas leve meu Manto e cubra-te com Ele.


E mesmo com a cabeça coberta,

Serás guiado para uma descoberta.

Mesmo escuro por baixo estando.

A Luz Divina estará te guiando.


Entregou-lhe o manto ....

E saiu andando ...

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