CAMINHADA
Você viu aquela formiga?
Ela estava só, sem nenhuma amiga.
Mesmo assim, caminhava.
E não desistia da batalha.
E sempre só ...
Driblava a aceria com destreza.
Dominava a dor e a tristeza, E sonhava, sonhava em vencer.
Encontrar um lugar e viver.
Procurava sua vida cadenciar,
Mesmo na dor, a guerreira saía para lutar
Trabalhava, sonhava, cantava ...
Caía, levantava, lutava ...
Muitos a admiravam,
Poucos a ajudavam.
Sempre na vitória acreditando,
Alegria e tristeza sempre entremeando.
E quando o pranto lhe onerava
Buscava força e superava.
Seu desejo era triunfar.
Ou até mesmo, menos chorar.
Mas toda essa trajetória de fracasso.
Causou-lhe desânimo e cansaço.
Pouco a pouco foi perdendo o vigor.
E seu corpo tornou-se pura dor.
Tentava sua jornada prosseguir.
Não conseguia mais a colina subir.
Sonhos? Todos acabaram.
Flores? Todas murcharam.
De tudo já tentou ...
Muito já chorou...
E o que lhe resta agora fazer?
Rogar a Deus para seu corpo se desfazer.




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