segunda-feira, setembro 03, 2012

Ao anoitecer





É no silêncio da noite que me inspiro,
Momento exato que prefiro,
Meus poemas compôr
Extraindo do imo o que não posso expôr

É o momento que sonho acordada,
Que consigo abrir a porta trancada,
Choro, sorrio, odeio e amo
E pacientemente um verso chamo.

Madrugada a dentro vivo o que não vivi,
Sinto o carinho que nem recebi.
Brindo em lindo copo de cristal
A folia que nem dancei no carnaval.

Mas logo o sol irá chegar,
Disposto a me avisar
Que veio clarear o real
E devo assumir minha postura normal.

Não quero da realidade me eximir
Só queria dia e noite para sorrir,
Mesmo que tivesse que anoite chorar,
Teria o dia para me compensar.

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