FOGO CRUZADO
E que meu coração agora corta,
Com medo do porvir,
Medo do meu desejo não encobrir.
Procuro uma trapa para o que sinto trancafiar
Com fortes cadeados e assim me resguardar,
Posto que não percebes meu olhar sequer ...
Nem meu desejo de mulher.
Então, para que insistir
Em algo que não pode existir
Entregarei essa loucura em bárabro distante
E omitirei a verdade em meu semblante.
Depois, em uma tília teu nome esculpirei
E teu rútilo sorriso esquecerei
Melhor deixar as coisas como estão
E fingir que te quero apenas como irmão.




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