REPARO
Trincou o frágil vaso
Cuidadosamente tento resolver esse caso.
Nele toda uma história encerra,
De luta, dor e guerra.
Exagero reparar um vaso qualquer?
Talvez para aquele que não souber
que ele é o próprio retrato desenhado,
de quem almejou um fruto nele plantado.
Os fragmentos soltam e eu os prendo.
Dificuldades mil enfrento,
para mais um pedaço colar,
tal qual um quebra-cabeça montar.
Já não é mais perfeito,
Mas ainda tem o efeito,
de reter algo de bom no seu interior,
E quem sabe até brotar uma última flor.
Já não é mais perfeito
Mas ainda tem o efeito
de reter algo de bom no seu interior,
E quem sabe até brotar uma última flor.
Quando consigo uma parte fixar,
Outra já vem a se descolar, E com mais grude vou reforçando.
Na tentativa de ainda ir usando.
Com tantos recortes, feio já está.
E Em pouco tempo não compensará,
Tanto trabalho para não espatifar,
E ninguém mais o admirar.
E por fim, quando o último caco ruir.
Só me resta desistir,
Varrer terra, vidro e o que restou.
E lembrá-lo do que representou.




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