terça-feira, setembro 04, 2012

O Sonho Mais Lindo

Adormeci envolta em meus pensamento
E como que por encanto, acordou-me um vento.
Um cero homem meu coração abriu com maestria,
Fitou-me por inteira, e sorriu ...

Proferiu a mais linda palavra sussurrante,
Tomou-me em seus braços, tal qual um gigante,
Liberou meus medos confinados.
Tornando meus olhos sublimados.

Com tamanha ligeireza
Despiu-me do leito da realeza,
Inerte, deixei ser tocada
E receber um beijo daquela boca molhada.

Não era mais possível conter aquele corpo ardente.
As águas da cascata jorravam como vertente.
Consegui testemunhar o alarido,
Na hora do clímax atingido.

Amaldiçoados ponteiros do despertador,
Indicaram que acabou o torpor;
A realidade acordou-me covardemente.
Separando-me do meu regente.

segunda-feira, setembro 03, 2012

Toc-Toc



Como admiro teus olhos, topo de tua expressão,
Que me olham apenas como olhos de irmão.
E teus lábios, máquina de um lindo sorriso.
Remetem-me ao teu imo paraíso.

Não faço parte de teus projetos
Mas até recebo doces afetos,
Que guardo como franca riqueza.
Revestindo meu coração de beleza.

Sei que seu coração já foi navegado.
E receio tentar deixar meu barco ancorado.
Tu nunca convidastes para entrar pelo portão
Que abriga os barcos de tua paixão.

Sei que as amarras não vais me liberar.
Então aguardo apenas teu longínquo olhar
Analisando toda minha idade
Que já não faz parte de tua objetividade.


Vá em teu barco que eu te entendo.
Nada de ruim estás me fazendo
O tempo já me impôs marcas eternas
E inúmeras cicatrizes internas.

Noite




Acortinada noite que chega sorrateira,
Sem se perceber, abre a porteira.
Cumprimenta a lua e iniciam
O espetáculo com as estrelas que brilham.

Peitos unidos, mãos atadas,
Platéias diversidficadas.
Inicia-se a grande união.
Exalando os mistérios da escuridão.

Tudo pode, pois o atro momento permite
Que exponham-se sem qualquer limite
Todo Sistema conspira a favor
E apenas ao poeta permite compôr.

E quando o sol ameaça romper,
Mãos unidas começam a desprender
A ninguém importa o que aconteceu.
Agora cada um para um lado, o dia amanheceu ...

Meu Endereço é ...





Não tenho moradia!
Pois nem bem amanhece o dia,
E percebo que não encontrei.
O que por toda vida almejei.

Quero um lugar onde possa viver
E festejar a planta que vai nascer
Difícil! A estrada precisa passar.
Para o progresso ali chegar.

Queria ver os animais protegidos
Dos perigos que são submetidos.
Utopia! Estão cercados da humana insanidade,
E entregues aos pés da impunidade.

Campo ou cidade, não importa!
A maldade vai bater sempre na mesma porta..
Aqui quem manda é o cérebro pensante!!!
Ah, ah! Prefiro ser ignorante.

Então, para onde mudar?
Queria tanto estar em um lugar
Pequeno ou grande,tanto faz
Mas onde imperasse somente a paz..

Minha Feira de Santana




Princesinha do Sertão!
Que saudades do teu amanhecer
Sempre cantando para me despertar
Fazendo graça só para eu dizer:
- Bom dia! Estou pronta para recomeçar.

Igreja Matriz, Praça da Alimentação,
E o som do Bar do Jeca tocando minha canção,
"TERREMOTO" me fazendo tremer.
Com o som da guitarra a gemer.

Hoje pensei em voltar.
Talvez seja o caminho certo a trilhar.
Não deveria ter me despedido,
E deixado um coração partido.

Estou prestes a me definir
E quem sabe o sino novamente ouvir
Para avisar que será a hora de acertar.
O que eu preferi terminar.

Por que vim?


Vim para os animais amar,
E gritar por quem não sabe falar.
Acolhê-los em meu coração.
E em troca ganhar um amigão.

Vim para plantar uma flor.
Vermelha, branca, qualquer cor.
Cultivar um jardim para um irmão.
E depois receber o desvio de sua mão.

Vim para filhos parir,
Filhos que nem sempre me fazem sorrir.
Já conheci a dor de uma punhalada.
Que deixou minha essência marcada.

Vim também para rimar,
E para alguns ensinar,
A arte de escrever.
E com véu se proteger.

Já fui musa de belas canções.
Já fui musa de estupendas narrações.
Mas não conheci Papai Noel,
Nem tão pouco um abraço fiel,

Hoje



Hoje estou exuberante.
Meu olhar está mais claro que brilhante.
Estou repleta de poesia em meu peito
Como um rio que caminha reto em seu leito.

Enalteço a nuvem que passa.
Enfim, tudo agora tem graça ...
A bela flor que nasce no jardim.
Ofereço alegremente para mim.

De nada sério quero saber.
Só quero a luz do luar receber.
Quero pular como uma criança.
E embeber-me de poesia nesta festança.

Hoje só vou mesmo orar.
Pois de meu Deus nunca posso me afastar.
Hoje estou exuberante.
Meu coração está radiante ...

Corrida



Poetas, temos muito que correr.
Temos muito o que fazer,
Pois a poesia do mundo está acabando,
E uma grande tristeza se instaurando.

Vamos em prosa ou verso compôr
A beleza da vida e do amor.
Vamos florir o campo de batalha.
E aquecer os corações com grossa malha.

A beleza das palavras pode tudo mudar
Com simplicidade fazer soar,
Como doce e rápida melodia,
Tingindo a alma e alegrando o dia.

Fim da Linha




Longos anos se passaram,
E agora só resta a lembrança
Dos momentos que ficaram,
E os passos de uma linda dança.

Não! Nunca esquecerei, rapaz,
Todos os beijos em mim deixados.
Porém a história ficou para trás.
E os últimos suspiros foram enterrados.

Nada fiz para isso acontecer.
Apenas, involuntários sentimentos me invadiram.
E talvez só um doutor possa esclarecer,
Porque os laços se partiram.

Meia-Lua


Senhor! Mais uma vez venho pedir
Para Tuas mãos virem me acudir.
Tenho que fugir da meia-lua emprestada.
Para manter a amizade mascarada.

Ajude-me a deixar quieto o coração.
Dê-me alento em cada ação.
È preciso o sentimento conter.
E meus versos esconder.

Metade de Lua, nunca conte!
O que realmente sinto por trás da fronte.
Tal qual tua origem petrificada.
Guarde o segredo da lágrima rolada.

Nunca esta lua será cheia
Bem como eu nunca estarei em tua veia.
Toda claridade não te fazes perceber,
Que teu calor quero receber.

Que Pena

Pois é! Você nem percebeu
Que o sol acendeu
A chama até então apagada
E esquecida numa ribada.

Peço a Deus forças para conseguir,
Esse sentimento encobrir
Posto que sua porta está trancada
Para visita indesejada..

Está difícil conter
As lavas que começam a descer,
Cercando meu coração
E impedindo-me de qualquer ação.

Lamento não poder contar.
Que seu nome não pára de soar.
Que seu cheiro me encantou.
E que sua voz me desnorteou.

Não! Nunca ficará sabendo
Que estou enlouquecendo,
E que sua mão posso sentir,
Tocar meu corpo sem me pedir.
 

Uma Questão de Tempo



Nada irá mudar esta decisão cabal
Afastar-me-ei em improvisado nau.
Não sei se hoje ou amanhã
Libertar-me-ei em pleno sol da manhã.

Sofro por meus erros dessa verdade,
Mas preciso recobrar minha identidade.
Que esqueci e amassei em gral
E hoje pago por este final.

O que me alenta são os cães que sempre amei.
Deles, o doce sabor de aluá sempre terei.
Se pudesse em debrum os carregaria.
E além das roupas, todos levaria.

Tentei deixar o tempo normalmente dimanar
Mas o egoísmo alheio me obriga a ir e me desmanchar
Em lágrimas que talvez nunca secarão.
E me obrigam a sufocar meu coração.

Tentei agir com nababesco trabalho.
Consegui apenas ter meu peito em cascalho,
Mas aos poucos tentarei reconstruir.
Um novo caminho a seguir.

Observação

à distância o lince só observava
Todo movimento que sua vista encerra
Tanto já viu e nada pôde fazer
Para eliminar tanto erro e maldizer.

Olha a cercania e finge acerto.
Uma lágrima rola e surge o aperto,
De nada poder fazer para transmutar
A farsa que sempre existiu naquele lugar.

Compartilha com seus amigos toda a dor.
Sabe que a situação é de profundo langor.
E assim observa a mundana hipocrisia,
Vestida sempre em alegórica fantasia.

Para muitos, lá existe arpejo.
Mas para amanhã fica o desejo
De presenciar a efetiva solução.
Restando contentar-se com a triste ilusão.

E o lince coloca-se a cucar.
Algo real para solucionar.
As mentiras mascaradas do retor.
Que esbraveja bondade com o codinome protetor.

Elevação




Um simples içá ... quem diria
Brotou no meu quintal com maestria.
Avivou a terra pobre e sem vida
Aclarando aquela janela sofrida.

Rapidamente estaquei uma taboca ao redor
Para mantê-la firme e admirar melhor
Olho para ela para meu coração sorrir
Espantando os percalços que vivem a me seguir

E assim decidi que tudo o que for belo, coadunar
Meus filhos, meus animais para a vida harmonizar
E quando a lágrima insistir em me aborrecer
Aproximarei-me do meu paraíso para me fortalecer.

Ao anoitecer





É no silêncio da noite que me inspiro,
Momento exato que prefiro,
Meus poemas compôr
Extraindo do imo o que não posso expôr

É o momento que sonho acordada,
Que consigo abrir a porta trancada,
Choro, sorrio, odeio e amo
E pacientemente um verso chamo.

Madrugada a dentro vivo o que não vivi,
Sinto o carinho que nem recebi.
Brindo em lindo copo de cristal
A folia que nem dancei no carnaval.

Mas logo o sol irá chegar,
Disposto a me avisar
Que veio clarear o real
E devo assumir minha postura normal.

Não quero da realidade me eximir
Só queria dia e noite para sorrir,
Mesmo que tivesse que anoite chorar,
Teria o dia para me compensar.

sábado, setembro 01, 2012


FOGO CRUZADO



Minaz sentimento que bate em minha porta
E que meu coração agora corta,
Com medo do porvir,
Medo do meu desejo não encobrir.

Procuro uma trapa para o que sinto trancafiar
Com fortes cadeados e assim me resguardar,
Posto que não percebes meu olhar sequer ...
Nem meu desejo de mulher.

Então, para que insistir
Em algo que não pode existir
Entregarei essa loucura em bárabro distante
E omitirei a verdade em meu semblante.

Depois, em uma tília teu nome esculpirei
E teu rútilo sorriso esquecerei
Melhor deixar as coisas como estão
E fingir que te quero apenas como irmão.