Toc-Toc
Como admiro teus olhos, topo de tua expressão,
Que me olham apenas como olhos de irmão.
E teus lábios, máquina de um lindo sorriso.
Remetem-me ao teu imo paraíso.
Não faço parte de teus projetos
Mas até recebo doces afetos,
Que guardo como franca riqueza.
Revestindo meu coração de beleza.
Sei que seu coração já foi navegado.
E receio tentar deixar meu barco ancorado.
Tu nunca convidastes para entrar pelo portão
Que abriga os barcos de tua paixão.
Sei que as amarras não vais me liberar.
Então aguardo apenas teu longínquo olhar
Analisando toda minha idade
Que já não faz parte de tua objetividade.
Vá em teu barco que eu te entendo.
Nada de ruim estás me fazendo
O tempo já me impôs marcas eternas
E inúmeras cicatrizes internas.




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