sábado, dezembro 30, 2006

Desabafo













Poeta dos meus sonhos,
Luz da minha alma,
Devolveu-me a vida, já perdida em desilusão.
Coloriu meu sorriso,
Com o suor de sua paixão.

Seus olhos, de um azul vibrante
Fizeram-me ver sua aura divina.
E relembrar o que é respirar,
O aroma da felicidade.

Conseguiu levar para as profundezas,
De um mar bem distante,
Todas as minhas angústias,
E tornar-me novamente um ser vivente.

Quando sinto sua mão enlaçando meus dedos,
Percebo quanto tempo perdi,
Quantas lágrimas insanas ...
Meu Deus! Eu quase morri!

Mas ao seu lado, tudo é diferente.
Somos o sol e a lua em sintonia,
Somos pura poesia em harmonia.
Somos um só corpo, uma só alma.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Amor e Respeito aos Animais














Se o homem pensasse como os animais,
Se o homem pensasse como o pássaro...
Festejaria cada amanhecer com uma linda canção.
Se o homem pensasse como o cavalo...
Ultrapassaria os obstáculos com classe, firmeza e determinação.
Se o homem pensasse como o cão...
Faria do amor uma constante troca de carinho, lealdade e fidelidade.
Se o homem pensasse como o gato...
Teria calma e equilíbrio em qualquer dificuldade.
Se o homem pensasse como a abelha...
Constataria que nada se constrói sozinho.
Se o homem pensasse como a formiga...
Veria que trabalho e sucesso trilham o mesmo caminho.
Se o homem pensasse como a baleia...
Veria a importância do poder da solidariedade.
Se o homem tivesse a pureza e a simplicidade de ser dos animais...
A paz mundial deixaria de ser um sonho e seria uma realidade.

Ladainha de Natal










É Natal! Ouve-se a bimbalhada.
O som amorfo ecoa na caverna triste,
E mistura-se à minha dor.

O sino toca ...
E o coração chora ...

Risos, alegria, união.
Abraços de baraúna.
O mundo em comunhão.

O sino toca ...
E o coração chora ...

Queria ser um altaneiro agora,
Sentindo o vento bater,
E prestes a chegar em meu ninho,
E poder também comemorar. Também sorrir.

Mas o sino toca, e me vejo aqui ...
E o coração chora ...

E ao amanhecer.
A festa já acabou,
Mas o meu pranto perdurou,
E a saudade continua a me lanhar.

O sino já calou ...
Mas o coração ainda não se aquietou ...

sábado, dezembro 23, 2006

Agora é Pra Valer











Na corrida da felicidade,
Ganhei muito na minha idade.
Em manhãs revestidas de betume,
Passava minhas noites em queixume.

Um certo dia amanheceu diferente.
Abri a janela, quebrei a corrente.
Uma brisa veio de longe e me acariciou.
E na despedida meu pranto levou.

Decidi então tudo mudar,
Fui ao passado pra minha identidade resgatar.
Estava absorta num pesadelo e não percebia,
Que minh´alma pouco a pouco morria.

Se essa brisa terá parada em minha vida, não sei.
Mas com muito cuidado em meu peito aditei.
E em resposta, nada me cobrou ou perguntou.
Segurou minhas mãos, e apenas me beijou.

No Mais Alto Galho













Em tempos idos, no pé da serra,
Plantei um pé de poesia.
Olhei para o cume e almejei,
Que minha pequena semente ali nascesse.

Todos os dias regava com letras,
Adubava com rimas,
Acariciava com métricas.
Beijava com antíteses e metáforas.

E ela cresceu! Robusta, bonita.
Em cada folha, tristezas e alegrias se misturavam.
Em cada galho, uma história vivida.

A extensão da serra, ela acompanhou.
E no mais alto galho, um fruto nasceu.
Se dentro dele há mentiras e verdades,
Lágrimas e mágoas ...
Não sei! Agora não mais me interessa.
Só que de tão alto que ficou,
Inatingível se tornou.
E ali permanecerá!
Como prova de minha sobrevivência.

Quanto mais alto estiver.
Mais longe de mim estará,
Longe também dos bons frutos.
E apesar de estar no topo,
Um dia cairá ...
E então, tornar-se-á,
Um pouco de adubo à terra já nutrida...

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Brilho Forte













Garrido abraço que me alenta,
Seiva de tua alma que me fomenta.
Acho que viestes do céu,
Anjo dotado de face de mel.

Minha lágrima foi por ti arrancada.
Colocastes minha dor em derrocada.
Pude até ouvir o fragor ...
Da destruição dessa dor.

Só podes ser Anjo ...

Teu carinho conseguiu até o tédio lancinar,
E todo atro sentimento detonar.
Devolveste-me o sorriso roubado.
Por um coração que não merecia ser amado.

Só podias ser poeta ...

quarta-feira, dezembro 20, 2006

O Som do Desejo











Com muita honra e satisfação, recebo mais um poema do poeta baiano Luiz Antonio


Adstrito sentimento estonteante,
Contagiou este bardo amante.
Jóia rara, mais puro diamante,
É esse teu olhar distante ...

Oh lírica Mulher ...
Sinto meu corpo adunco, penetrante.
Em tua pele e n´alma radiante.
Mata-me de desejos tua égide fascinante.

Que ouças minha palavra inaudita, soante,
Rogando por teu amor no mais belo mirante.
Abrindo meu peito em sorriso brilhante.
Tu és Mulher! Minha doce Brigante!
(Luiz Antonio)

domingo, dezembro 17, 2006

Ponto Final














Hoje canto a melodia final.
O que passou, morreu.
Tudo o que fui em tua vida,
Hoje jamais poderei ser.
As águas sujas de rios poluídos,
Enegreceram meu coração ...
E mesmo que viesses com o céu aos meus pés,
Mesmo assim diria não.
Pois quase estive nele com tua ausência.
Como custou riscar-te da memória!
O total esquecimento ainda renitente,
Por vezes me pega em suspiros.
E com a mesma exaltação com que te amei,
Eu te excluí também.
E o que ficou, foi apenas a certeza de que acabou.

Pra alguém















Em minha mente tenho tudo gravado,
Teu olhar penetrante a me seduzir.
Todo sorriso ecoado pelas madrugadas.
Cada mensagem enviada,
Cada palavra dita...
As lágrimas roladas de dor e contenatamento
Que saudades das músicas tocadas ...
Toda aquela cumplicidade e afinidade.
Tudo isso foi unilateral.
Mas mesmo assim, em algum lugar tudo isso está guardado.
Pois não há distância que afaste um grande amor...
Mesmo que hoje você não seja tão especial como antes,
Você ainda é muito especial prá mim.

sábado, dezembro 16, 2006

Essa Mulher ... Minha Poesia













O poeta Luiz Antonio da cidade de Ilhéus (BA), compôs esse poema pra mim.








Por quê só agora?
Como sonhei contigo, flor da minha aurora
Quando descobriu o que era amor,
Queria ter sido seu anfitrião
Quando descobriru o que era desejo,
Lamento não ter sido o meu, seu primeiro beijo.

Que tudo o que hoje sonho, tivesse nascido em seu amanhecer,
E antes que pudesse sofrer ...
Estaria eu e meu amor, juntos pra lhe acolher.

Hoje nos encontramos com os corações viciados,
Com sentimentos, muitas vezes, exilados.
Mas por quê não nos tratarmos?
E fazer da utopia a escalada para nos amarmos ...

Quem me dera agora poder estar aí.
Onde sei que posso encontrar minha felicidade.
Já que por muito tempo sofri
Procurando a paz e a claridade.

Agora, nessa noite sem abrigo.
Meu céu se iluminou: sonhei contigo!
(Luiz Antonio)

Para Toda Vida











Esse poema é em homenagem ao meu grande amigo, irmão, meu porto seguro Renato Medeiros. Trabalhamos juntos, partilhamos histórias, amores, dores e contentamentos. Hoje, moramos em lugares distantes, mas nossa amizade é, e será sempre eterna, ultrapassando as barreiras da matéria.







Antes de mais nada, quero agradecer-lhe.
Por ter me dado a oportunidade de conhecer-lhe
E por você fazer parte de minha vida!

Nossa Amizade fraterna será sempre eterna
Nada a corrói,nem ninguém a destrói
Alimenta-se de falar, de ouvir, e até mesmo de calar.
E cada vez mais compactamos essa união.

Não importa se na mesma cidade estamos,
Vivos, mortos, aos prantos
O que importa é seres assim, especial.
Meu grande amigo!

Sua Amizade é importante,
Tantos segredos, de uma vida inteira,
Guarda em teu peito como jóia rara.
Cuida do meu coração,
Me ajuda a amar sempre com razão
Privando-me do sofrimento e da dor.

Meu grande AMIGO!
Ao meu lado, na guerra e na paz,
Nas tardes tristes de inverno
E nas brancas noites de solidão.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Negrume











"Teus olhos – duas pérolas-sementes,
Tão negros, que a graúna empalidece,
São luas, a sorrirem de contentes,
São lagos, de represa que anoitece.

De dia, qual farol de um mar latente,
Que acende, ilumina e entontece,
De noite, doce archote incandescente,
Ardendo o meu querer, que tanto cresce.

Por dentro desses olhos de promessa,
Nos cílios, equilibram-se vontades,
Desejos que, eu, poeta, decifrei.

No mar de escuridão, velas dispersas,
Meus olhos, procurando outras metades,
Soçobram, nau dos teus, onde ancorei."

Pai nosso em Aramaico











PAI NOSSO EXTRAÍDO DO ARAMAICO

Dizem alguns que desta oração derivou a versão cristã atual do "Pai-Nosso", a prece
ecumênica de Jesus Cristo. (ISSA).
Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em
Jerusalém / Palestina, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada
pelo Mestre Jesus. O aramaico era um idioma originário da Alta Mesopotâmia,
(séc VI ac), e a língua usada pelos povos da região.
Jesus sempre falava ao povo em idioma aramaico.

A tradução direta do aramaico para o português, nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira.
Salve o Mestre Jesus.

“Pai-Mãe, respiração da Vida,
Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós
para que possamos torná-la útil.


Ajude-nos a seguir nosso caminho
Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Nosso Eu, no mesmo passo, possa estar com o Seu,
para que caminhemos como Reis e Rainhas
com todas as outras criaturas.

Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só,
em toda a Luz, assim como em todas as formas,
em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,
pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos
iluda, E nos liberte de tudo aquilo que
impede nosso crescimento.


Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento
de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo,
a Canção que se renova de tempos em tempos
e que a tudo embeleza.

Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações”.

Amém.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Prece a Um Deus














Não sei teu nome, nem tua cor.
Se chamares José, construas alicerce em mim.
Se chamares Pedro, dê-me as chaves da felicidade.
Se fores branco, tinjas minhas iras.
Se fores negro, esconda meus medos.

Tragas dos Andes, neve para o meu coração.
Leves minha voz ao cume mais alto e mais distante.
Lá gritarei ao mundo tudo o que sinto.
Pois sei que ninguém ouvirá.
E os sons, perder-se-ão em meio ao nada.

Se tiveres asas, empreste-me por um segundo.
Elas levarão meus sonhos ao último andar do céu,
Onde não poderei tocá-los enquanto vivente.
E quando a hora for chegada, não passarão de lembranças do meu ser.

Mas se nada disso tiveres como me atender.
Tentes me dar mais duas pernas ...
Talvez possa correr mais rápido.
E ao fim da linha logo chegar.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Realidade









Era uma vez uma realidade.
Era uma vez uma saudade,
Revestida de noite e ansiedade.
Enegrecida pela tua sinuosidade.

Vista teu terno e siga tua jornada.
Ilumine teus caminhos em tarde ensolarada.
Busque a rima certa em prosa ritmada.
Mas não me pergunte o caminho de tua morada.

E quando tiveres tuas pernas em exaustão,
Entoe um acórde de violão.
Contudo se o som não vier, feche os olhos em oração.
E ajoelhe-se no abismo do perdão.

Elipse











Em prosa e verso busco meu norte,
E num matagal de palavras me embrenho.
Do cipó mais alto tiro rima forte.
E na madrugada de sonhos não me contenho.

Sinto a frieza da lua embalsamada.
E com cautela descrevo amores,
Deixando-me levar em valsa ritmada.
Ocultando com nanquim os meus temores.

Se mentiras ou verdades confesso,
Cabe somente ao meu imo responder.
Nem a alvura de um sorriso expresso.
Consegue a tristeza desfazer.

Permito-me a dor manter em cárcere presa,
Como também posso conter o amor sem grades.
Se quiser, despejo a saudade na natureza,
Ou até mesmo chamar-te de "meu" sem formalidades.

domingo, dezembro 10, 2006

Canção do Presente









Hoje canto minha liberdade,
Minha vitória sofrida de tê-lo enterrado.
Não, não canto a saudade!
Brindo aos deuses por ter tido meu sonho despedaçado.

Hoje és apenas a ausência da dor passada,
Um relato de mentiras e utopias.
És a dor sanada ...
És a transparência de tuas fantasias.

Contudo, ainda posso te ver em mim,
Relembrando versos que na eternidade permanecerão,
Como falso jasmim,
E a nota errada de uma bela canção!

UM











Um ano
Um amor
Um grande erro

No entanto ...

Os números são infinitos,
E os sentimentos finitos,
Sendo o desencanto apenas uma escada,
Pra iniciar uma escalada.
E o erro ...
Depois de descoberto,
Cabe jogá-lo em longínqüo deserto.

"Um" não é sinônimo de único.
E sim de início.
Mas pode ser também fim.