Desvie-me do mar

Às vezes turvas, às vezes límpidas,
Águas desse rio que já abraçaram minhas lágrimas,
Já acalmaram o meu pranto,
Mas também já inundaram-me de ira.
Outros rios desembocaram em ti.
E em outros, eu já me banhei.
Mas em tuas águas, nunca adentrei.
Várias vezes desviei tua correnteza,
Até fiz pouco de tuas propriedades.
Nunca olhei como deveria,
Quão imenso é o teu leito.
Mas hoje, diante de tua margem,
Percebi que se nunca estive em ti imersa,
Desconheço tua profundidade...
Por quê não sentir toda tua essência?
Nada te prometo, pois meu coração entreguei a um mar.
Mas confesso que estou pensando,
Triscar a ponta do meu dedo em teu leito.
Já que o mar me rejeitou,
E pequena me julgou,
Talvez sejam tuas águas,
Que irão me curar.
Tente! Pois o oceano de sentimentos que hoje me envolve,
Está me afogando ...
Resgate-me! Dou-te esta chance.
Tente carregar-me para dentro de ti.
Tua tarefa será árdua ...
E depois, caberá ao teu braço,
Alcançar-me ou não.
Caberá à tua força,
Arrancar de mim esse mar de paixão.
Badaladas Finais

Impossível é o relógio parar.
Cada badalada serve como alerta,
De que eu não o detenho,
Mas que tarda minha decisão ...
Olho fixamente o ponteiro andar,
E eu finjo não entender,
Que tu caminhas junto com ele.
Soa mais uma badalada ...
Reflito a cada segundo ...
Talvez eu espere a próxima hora,
Pra te dizer, pra sempre, adeus.
Não! Não espere que o ponteiro retroceda.
Não espere ouvir a hora já soada.
Tu tivestes o tempo aos teus pés,
E a minha vida nas tuas mãos!
Não o culpes por isto!
Nem tão pouco te lamentes.
Foi tu que esquecestes e desprezastes,
Os nossos momentos por ele marcados.
São Jorge

Chagas abertas, sagrado coração de todo amor e bondade, e sangue do meu Senhor Jesus Cristo no meu corpo se derrame hoje e sempre. Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcancaram, facas e lanças se quebraram sem ao meu corpo chegar, cordas e correntesse arrebentaram sem ao meu corpo amarrarem. Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, a virgem Maria de Nazaré me cubra com o seu sagrado e divino manto me protegendo em todas as minhas dores e aflições e angustias e o Glorioso São Jorge em nome de Deus em nome de Maria de Nazaré em nome da falange do divino espirito santo estende seu escudo e suas poderosas armas nos defendendo do poder dos meus inimigos carnais e espirituais e que debaixo das patas do seu fiel cavalo meus inigos e envejosos fiquem humildes e submisso a voz sem se atreverem a ter um olhar se que que possa me prejudicar assim seja em nome de Deus de Jesus da falange do divino Espirito Santo amém.
Livro

Capa dura, folhas de pergaminho.
Hieróglifos que confundem-me.
Noites de análises e definições.
Leio, viro páginas, volto pra tentar entender.
Peço ajuda ao sol e a história vai se concluíndo.
Ponho flores na interpretação,
Enganando meus olhos e meu ser.
A ânsia do desfecho arde o peito,
Ao mesmo tempo em que entristece-me...
Cada linha envolveu minha alma,
Com diamantes de palavras.
Mas as páginas caminham,
Edificando as soluções.
Coração em disparada,
E as lágrimas de saudades já desabam.
Resistência em virar a última página ...
Derradeiras linhas de angústia,
Mostram que a história acabou.
E ao coração despedaçado,
Resta apenas a capa fechar.
Olho o livro na estante e relembro ...
Poderia Ser Bem Diferente

Nos entregarmos em sol aberto,
Esquecer que águas já rolaram,
Prantos já calaram,
Nossas almas imaturas.
Pra que dizer que doce é sal?
Pra que esconder teu coração?
Pra que estar e não estar?
Se não queres meu ser, não terás!
Nem tão pouco meus lábios irás tocar.
Que fique na lembrança apenas um Natal.
Procures outra mão pra te afagar
E quando arrumares tua cama,
Lembre-se das lavas quentes ali lançadas,
Agora esquecidas, frias e petrificadas.
Suprema Sabedoria

Ontem, como que por encanto,
Adormeci! E quando acordei,
Estavas ao meu lado.
Era um anjo chamado ilusão.
Radiante ser que me possuíu.
Despiu o sol, e veio me aquecer.
Escavou o solo e trouxe-me uma montanha de amor.
E substituiu o outono por primavera.
Olhos de lince, coração assustado,
Assistia ao espetáculo deslumbrada.
Finalmente aprendia o que era o amor.
A noite chegou, e com ela o sono.
Adormeci! E quando acordei,
Não havia ninguém ...
Olhei para o sol, e ele brilhava forte, completo...
Nenhuma montanha estava fora do lugar ...
E as folhas do outono continuavam a cair ...
Ainda atônita, refleti e agradeci!
O sol é inatingível ...
A montanha, pesa muito ...
E as folhas secas, têm que cair para outras nascerem ...
E o amor? Ah ... É só imaginação.
Sociedade Protetora dos Animais

Onze de setembro ...
Inúmeras pessoas mortas.
Brasília ...
Indio incendiado vivo.
Pedofilía ...
Médico violenta meninos em consultas.
Brasil ...
Lula é reeleito presidente do Brasil.
Vingança ...
Filha mata pais em São Paulo com requintes de crueldade.
E.U.A. ...
Cães utilizados como íscas para tubarões.
Mundo ...
Filho de Deus crucificado para salvar a humanidade.
Que Delícia

1) Amar a Deus acima de tudo;
2) Estar na companhia de minha mãe, meus filhos e meu irmão;
3) Me amar;
4) Receber flores;
5) Estar rodeada de cachorros (os meus e os de rua);
6) Ganhar um Frajola de presente;
7) Tomar uma Pepsi Light geladinha;
8) Compor;
9) Viajar;
10) Estudar;
11) Ter a unha do dedão desencravada;
12) Ouvir Caetano;
13) Ler;
14) Falar com um amigo;
15) Ir ao Shopping e fazer compras;
16) Tomar banho;
17) Fazer judô;
18) Ver o Palmeiras ganhar;
19) Ir ao supermercado.
Meu destino

Nada mais posso fazer.
Não dá mais pra esconder.
Estou inerte sempre esperando teu calor.
Convivendo com a ânsia do teu amor.
Cada instante sem você é uma eternidade.
Dói no peito, aperta a saudade.
Fazendo a lágrima rolar,
E o meu pranto calar.
E em sonhos ... loucos momentos passamos.
Em delírios, murmúrio nos amamos.
Braços, pernas, mãos displicentes,
Malícias incandecentes.
Lembrança!
Cada encontro nasce uma esperança.
De tua voz novamente ouvir.
E mais uma vez mulher me sentir.
DESEJOS

Doces desejos,
Suaves murmúrios.
Seu jeito me envolve,
Sua voz me fascina,
Na cama, na rua, na vida.
Seu olhar me arde de paixão.
Força condutora.
Beijo que me incendeia
Serei sua para sempre!
Beijarei sua boca todas as manhãs.
Embalarei seu sono.
Quero entrar dentro de sua alma,
E me perder em você.
Não quero bússola, não quero norte.
Quero você sempre pra mim!!!
O PÁSSARO

No céu voa livre, feliz, radiante,
Estiliza um poema na nuvem brilhante.
Não há limites de mar que possam te barrar,
Alma clara, coração aberto, oceano a desvendar.
Desejo de busca, de paz, ou talvez de decifrar ...
Nenhuma gaivota teu caminho desviará,
Lentamente o sonho se realizará.
Iluminado, belo ...
Sabedor dos mistérios do mundo, coloco-me ao seu dispor,
inerte, aguardando seu calor.
Oh, pássaro, não tardes a chegar!!!
Pássaro misterioso, desconhecido, poeta
Apareces dentre as nuvens como um profeta
Sutis palpitações à luz da lua.
Sopra no ar o teu desejo.
Acorda a natureza para testemunhar.
Respiração ofegante desejo a provocar
Oh pássaro, não tardes a chegar!!!
FILOSOFIA DA VIDA

Esta é a autora do poema. A poeta, amiga, doce e abençoada Natasha, a qual merece um lugar de destaque nesse blog.
Uma vida verdadeira
Mesmo que fosse a primeira
Há muito do que se contar.
Mas num canto cantado primeiro
Desde Janeiro á Dezembro,
Temos muito o que aproveitar.
Viajando em marés constantes,
De vidas d’amantes,
Muito podes encontrar.
E na filosofia divina,
A filosofia da vida,
Digamos, podes amar!!!
Muito bem, te digo aqui,
Tu tens logo que refletir,
Sobre a doce filosofia!!!
Porque dizendo assim,
Não escolho este termo á toa
Leve-a com respeito, porque ela voa.
Então mesmo que ela corra,
Busque a paz interior!!!!
E aproveite numa boa!!!
Obrigada querido leitor,
Por ler este simples poema.
Concluímos juntos aqui,
Que a vida é um dilema.
Portanto, círculos representa.
E sendo assim nossa vida é perfeita!!!!
Natasha Nóbrega de Carvalho
Minha Vida
'
Este poema é em homenagem à minha adorada, meu anjo-da-guarda, meu porto seguro, Yanka Brigante.
Em meio à tempestade de tristeza,
Surge um mar de surpresa,
Que me carrega para os trilhos da paixão,
Enfeitando meu coração de verão.
Longos anos nas trevas naveguei,
Batalhas injustas e sem lei.
Mas você me trouxe o sol e a poesia.
E ensinou-me a cantar seu nome em melodia.
Vestiu minha tristeza com brancas rosas.
Jardim de afeto, flores formosas.
Plantou o sorriso em minha face,
E a semente do amor agora nasce.
Entreguei minha dor ao vento.
Expulsei a angústia do pensamento.
Enterrei o passado!
Só quero você ao meu lado.
Só Se For Por Inteiro

Não me basta ser amada.
Quero ter a doçura do teu beijo.
Um beijo sem fim.
Que inunde minha alma!
Quero-te enfim, em prosa e verso,
E poder ouvir a voz do oceano,
Dizer que somos um.
Iluminados por uma espiral de paixão.
Mas se vieres, venhas por inteiro.
Não me prive de entrar no teu ser.
E se o fizeres, entregarei-me como uma menina.
Porém, se não quiseres, enterre nosso fruto em lápide escura...
GIULIANA

Quando me pego triste,
Assim como a cigarra em chuva fria,
Olho pra cascata cristalina,
E vejo um anjo sorridente.
És graça e formosura,
És parte de mim.
Nossa distância sufoca meu peito,
E dilacera minha vida.
Queria agora teu rosto tocar.
Queria ser um pássaro,
E ao teu redor voar.
Segurar tua mão e nunca mais largar.
Mas a distância não ofusca o teu brilho.
Olho para o céu e te vejo em cada estrela.
Clamo teu nome e grito ao mundo:
Luz da minha vida,
Minha filha querida.
Relato e desabafo de um dadaísta

Não reconheço teu amor,
dentre tantas palavras doces que me dizes,
Rejeito teu abraço teórico,
Pois nossos pés não acertam nessa dança.
E quando registro teu suspiro,
É só pra lembrar que posso ouvir,
Mas sei que não há sentimento.
E se tu enlaças meus dedos,
Sinto que não são dedos meus.
Areal de sentimento

Missérrimos dias de inverno,
Revestem meu corpo e meu brio.
Envolvem de tédio meu perfil,
Quando me remeto ao teu sorriso eterno.
Percorro um oceano de pó,
vagueio em caminho extenso,
Vôo no horizonte imenso.
E logo posso ver... estou só!
Furtivos passos dessa vida,
Afastam-me dia-a-dia de teu braço,
desatando o amor seguro em laço,
Pondo minha vida em luta renhida.
Toada do adeus

Anoitece ... Momento fagueiro.
De enlevo, nutro minha alma.
Sucumbo meu pranto, só pra te esperar.
E embriago-me no prazer de sonhar.
Mas a madrugada rompe,
E com ela a realidade do dia,
Chega e clareia meus olhos,
Revelando tua ausência eterna.
E o que faço com as noites de paixão?
Onde guardo os acordes do teu violão?
Onde recostarei minha face silenciosa?
Pra qualquer lugar
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Vejo um barco com as velas soltas.
Meus olhos o seguem pelo mar.
Transporto minha alma para lá
E navego firme para o Norte.
Ou será Sul? Não importa!!!
O importante é partir.
O importante é seguir.
Sem nada levar.
Uma estrofe, uma certeza

Não gero esperança,
Gero poesia.
Esperança é incerteza.
Poesia é luz.
Esperança morre.
Poesia é eterna!!!
Dígrafo

Alma de menino, coração de gigante,
Sorriso que incendeia lágrimas d`alma.
Assino Brigante e te faço amante.
E na erupção de meu ego,
Te desvio de minha jornada
Fecho meu peito e teu coração eu nego,
Mas tudo muda com teu beijo em noite enluarada.
E na ânsia das bocas unidas,
Cubro-me com o negro véu da satisfação,
E estremeço ao toque de tuas mãos despidas,
Mas desvio meu olhar de contemplação.
(Valéria Brigante)