Reencontro
Oh noite calma que permite novamente
Os nossos corpos bailarem em chama ardente,
E reviver linda dança que outrora nos embalou,
E novamente o mundo ouve o suspiro que não calou.
...
Nem o tempo nem a distância
Foram capazes de acalmar nossa ânsia,
De um dia deixar fluir toda a paixão
Que nos coloca sempre numa mesma direção.
...
Impossível é conter a veia a pulsar,
E esquecer os murmúrios depois do sacro altar,
Que celebraram os corpos despidos,
Em ritual bendito e eternamente casto.
...
Não! Não lamento a dor da lembrança,
Pois nossa história ainda é uma criança.
Mesmo com o destino que teima em nos afastar,
Não conseguimos nossos peitos aquietar.
...
E essas almas já consagradas,
Incandescem as chamas apagadas.
E um simples beijo basta para confirmar,
Que nossas mãos nunca vão desatar.
...
Se nossos "Brasis" são diferentes,
Nossos corpos são cada vez mais ardentes.
E se os templos orações opostas rezam, enfim.
Um mesmo Deus cada vez mais nos diz sim.




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