quinta-feira, dezembro 25, 2008

Reencontro



Oh noite calma que permite novamente

Os nossos corpos bailarem em chama ardente,

E reviver linda dança que outrora nos embalou,

E novamente o mundo ouve o suspiro que não calou.

...

Nem o tempo nem a distância

Foram capazes de acalmar nossa ânsia,

De um dia deixar fluir toda a paixão

Que nos coloca sempre numa mesma direção.

...

Impossível é conter a veia a pulsar,

E esquecer os murmúrios depois do sacro altar,

Que celebraram os corpos despidos,

Em ritual bendito e eternamente casto.

...

Não! Não lamento a dor da lembrança,

Pois nossa história ainda é uma criança.

Mesmo com o destino que teima em nos afastar,

Não conseguimos nossos peitos aquietar.

...

E essas almas já consagradas,

Incandescem as chamas apagadas.

E um simples beijo basta para confirmar,

Que nossas mãos nunca vão desatar.

...

Se nossos "Brasis" são diferentes,

Nossos corpos são cada vez mais ardentes.

E se os templos orações opostas rezam, enfim.

Um mesmo Deus cada vez mais nos diz sim.

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