terça-feira, julho 10, 2007

Psicopoesia






Só a poesia pode adentrar em meu corpo,
E percorrer veias e músculos,
E entender meus objetivos,
Que nada mais são do que sonhos nunca realizados.
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O meu remédio está nas letras e nos sons das rimas.
A minha cura consiste em enxergar o real.
Não desistir de lutar, mas nunca conseguir obter a vitória.
Acordar e dormir só para o tempo passar.
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Nem sei mais o quê, e a quem rogar.
Clamo pela paz aos quatro ventos.
Entrego ao bem-te-vi os meus apelos.
E na mesmice dos meus dias, aguardo a resposta.
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Queria ter asas para voar aos céus,
Queria voz estridente para ecoar no silêncio da noite.
Queria pernas que me guiassem para a felicidade.
Queria braços longos para alcançar a mão de Deus.
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Nada disso posso ter,
Então ensaio uma melodia para a mim mesma enganar,
E imaginar que tudo isso um dia vai chegar.
E a mão de Deus que tanto quero alcançar,
Possa enfim me afagar.
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Faço poesias para fingir,
Assim como Pessoa o sugeriu.
Dessa forma, tudo torna-se mais fácil de aceitar.
O dormir e acordar de uma vida vazia.
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Só as rimas, os poemas são capazes,
De toda essa angustia mudar,
Mesmo que a dor nela se expresse,
O conforto de concluí-las revestem minh´alma ...

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