Redemoinho
Nas profundezas de um mar distante,
Meus pensamentos reviram-se em agonia constante,
Rogo à pureza das águas cristalinas,
Proteger-me com unhas felinas.
Quem sabe essa onda delirante,
Leve-me a Netuno, o grande!
E possa assim tornar-me sua deusa,
A fim de transmutar toda essa tristeza.
Então, poderia eu, uma simples mortal,
Apagar toda minha dor letal,
Que pouco a pouco devora minha existência.
E edifica cada vez mais minha demência.
Grande Netuno, abra suas portas!
Cubra de flores minhas chagas, deixando-as mortas.
Perfure com seu tridente as gotas de sangue.
Levando-as para distante mangue.
Nada mais quero a não ser viver.
Poder ver o sol nascer, sem uma lágrima correr.
Abrir os braços com liberdade.
E na hora do meu passamento, repousar com felicidade!!!!




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