sexta-feira, julho 18, 2008

Multidão



Meus olhos permitiram-me ver,

A multidão que envolve o meu viver.

O alarido soava forte e descompassado,

Ecoando no meu peito vazio e amargurado.

...

Caminhava só numa estrada repleta

De pessoas, carros, tal qual uma festa.

Todos brindavam à vida, a comunhão.

E eu me reservando dentro da minha solidão.

...

Prefiro esse consciente afastamento,

Ao utópico relacionamento.

Prefiro minha lágrima solitária à rolar,

Do que um sorriso forçado dos que estão a me ladear.

...

Se choro é porque vontade não sinto,

De alcançar a falsa saída do labirinto

Que habita os poros dessa multidão.

Que até clamam pelo nome de Deus,

Mas pisam em seu próprio irmão.

1 Vê se comenta, pô!:

At 9:55 AM, Anonymous Anônimo said...

Olá moça! Td bom com vc? Belas palavras para um alma muito meiga. Beijos em seu coração. E tenha uma ótima semana.
Leonaldo

 

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