sexta-feira, julho 18, 2008

Chaga Aberta



Com a mesma velocidade do vento,

Tive um membro a sangue frio amputado.

Nada pude fazer naquele momento,

A não ser engolir minha dor e meu soluço magoado

...

Tentei o vento deter, mas foi em vão.

Primeiro perdi os braços que tanto te acolheram,

Depois minhas pernas se quebraram na desilusão,

E meus lábios rapidamente branquearam.

...

Oito meses te carreguei em ventre, feliz.

Nove anos te segurei em braços fortes.

Em poucos dias, tal qual o vôo de uma perdiz.

Em meu peito tive a palavra adeus escrita em meio a vários cortes.

...

Rapidamente aprendestes a adaga manusear.

Buscou frieza em pólo distante,

E mirou minha alma sem exitar.

Mantendo -me longe de de ti num mesmo instante.

...

Pergunto a Deus se merecia ser assim mutilada.

Se errei, faltou-me sabedoria, e não amor.

Mais uma vez tive a decepção em mim encrostada,

E meu peito já cansado, teve que aceitar esse dissabor.

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