Viver em versos
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Para Dizer Amanhã
Era uma vez, eu poeta.
Que voava em branca asa.
Que sonhava com uma casa.
Que buscava inspiração no Sol.
Que amava e chorava.
Que brincava e sorria.
Que morria quando vivia.
Razão
Reencontro
Oh noite calma que permite novamente
Os nossos corpos bailarem em chama ardente,
E reviver linda dança que outrora nos embalou,
E novamente o mundo ouve o suspiro que não calou.
...
Nem o tempo nem a distância
Foram capazes de acalmar nossa ânsia,
De um dia deixar fluir toda a paixão
Que nos coloca sempre numa mesma direção.
...
Impossível é conter a veia a pulsar,
E esquecer os murmúrios depois do sacro altar,
Que celebraram os corpos despidos,
Em ritual bendito e eternamente casto.
...
Não! Não lamento a dor da lembrança,
Pois nossa história ainda é uma criança.
Mesmo com o destino que teima em nos afastar,
Não conseguimos nossos peitos aquietar.
...
E essas almas já consagradas,
Incandescem as chamas apagadas.
E um simples beijo basta para confirmar,
Que nossas mãos nunca vão desatar.
...
Se nossos "Brasis" são diferentes,
Nossos corpos são cada vez mais ardentes.
E se os templos orações opostas rezam, enfim.
Um mesmo Deus cada vez mais nos diz sim.
Fé
E novamente é Natal
Hoje ...
Amanhã, uma distante lembrança,
De um dia cheio de esperança,
De alegria e bonança.
...
Entretida ...
Na lembrança de uma menina de qualquer tempo,
Que tentava montar cada fragmento,
E ainda brinca na sinfonia de um vento.
...
Cansada,
De percorrer essa estrada sinuosa,
Mas se sentir sempre vitoriosa,
Por ainda poder andar.
...
Triste ...
Por sentir eterna solidão,
No momento em que ouço a taça em comunhão,
Em meio dessa ébria celebração ...
...
Feliz ...
Pela saúde que posso esbanjar,
Pelos filhos que posso amar,
Pela mãe que sempre vou cultuar.








