domingo, junho 03, 2007

Desculpa aos leitores

Caros leitores,
Peço desculpas, pois alguns poemas estão desformatados, e eu ainda não consegui acertar isso.
Obrigada
Val

Redemoinho




Nas profundezas de um mar distante,

Meus pensamentos reviram-se em agonia constante,

Rogo à pureza das águas cristalinas,

Proteger-me com unhas felinas.






Quem sabe essa onda delirante,


Leve-me a Netuno, o grande!

E possa assim tornar-me sua deusa,

A fim de transmutar toda essa tristeza.



Então, poderia eu, uma simples mortal,

Apagar toda minha dor letal,

Que pouco a pouco devora minha existência.

E edifica cada vez mais minha demência.


Grande Netuno, abra suas portas!

Cubra de flores minhas chagas, deixando-as mortas.

Perfure com seu tridente as gotas de sangue.

Levando-as para distante mangue.


Nada mais quero a não ser viver.

Poder ver o sol nascer, sem uma lágrima correr.


Abrir os braços com liberdade.


E na hora do meu passamento, repousar com felicidade!!!!

Muito Prazer

Hoje, nada mais sou do que um ser
Que vive cada dia sem nada tecer.
Sou a luz mais forte de um holofote apagado
À procura do botão para ser ativado.
Sou a chuva que cai e não consegue molhar,
A terra dura, pronta para semear.
Sei formar nuvem densa e forte,
Mas meus pés cansados não conhecem mais o norte.
Recebo a luz solar, mas não consigo enxergar
Que existe vida nesse lugar,
E que um dia ainda poderei sorrir.
E que ainda existe um futuro porvir.
A genética nem me fez horrenda,
Deu-me inteligência e um coração bordado em renda.
Mas não consigo o breu do mundo deter.
E nem ao menos consigo me perceber.