segunda-feira, julho 24, 2006

Aranha










Sobe e desce...
Constrói e cresce,
Sem fadiga, a trama tece ...

Quanta precaução!
Que esmero, que dedicação ...
Entre pontos e nós ela trabalha.
Adornando sua malha.

Na labuta permanece pensativa.
Nem o pôr do sol lhe cativa.
Absorta em caminhos tortuosos,
Cria atalhos perigosos.

Constrói, e tudo mais esquece.
Nada importa, nada apetece.
E a teia, cresce ...

Enfim, obra concluída.
Sente-se vitoriosa, protegida.
Agora pode sossegada viver.
E nada há para temer.

Enganou-se!

Veio a tempestade e o vento.
Impiedosamente acabaram com o intento.
Fios se misturam com decepção.
Mas a teia se desfez. Ela não!

Amanhece o dia ...
Sem mais demora ...
Sobe, desce, sobe, desce ...

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