sábado, março 29, 2014

SEM REGRAS



Não quero regras para dizer,
O quanto sua quero ser.
Esqueça as rimas, as vírgulas e os pontos.
Mire-se apenas em nossos encontros.
Esqueça dogmas e condições,
Distância e desilusão.
Abrace-me inteira, sem medo ...
Possua meus sonhos, desvende meus segredos.
Me ame de qualquer jeito.
Descanse teu suor no meu peito.
Quero nosso calor misturar,
E as noites mais frias esquentar.

sábado, fevereiro 08, 2014

Valeu a pena



Ontem você me chamou e eu sorri.
Hoje você me chamou e não respondi.
Seu braço forte que já me acolheu,
Não acende mais o fogo do coração que já foi seu.

Sua voz aos meus ouvidos, tanto me alegrou.
Seu peito junto ao meu muito me acalentou.
Mas hoje, tudo é diferente.
Outro pássaro canta em minha mente.

Mas tal pássaro voa longe de mim. Pousa em outras flores de carmim.
E com uma xícara de café sempre a me acompanhar,
Sequer percebe que sou mulher, pronta para amar.

E por já ter com isso me acostumado.
mantenho meu coração controlado.
Penso que só suas mãos podem ajudar,
desse barco a rota desviar.

MINHA VIDA


A poesia é meu universo
Deliro com uma estrofe, amo cada verso.
Minha tristeza se perde na rima,
Se componha uma obra prima.

Componho um poema na sombra de um abraço,
E a musicalidade rege todo meu compasso.
Dele me torno namorada
E na poesia cada vez mais enlaçada.

Sou criança, sou mulher.
Mostro meu imo como quiser.
Posso sorrir, posso chorar ...
Terei o alfabeto para me guardar.

sábado, novembro 02, 2013

SURDEZ



Fale coração, mas não adianta tentar
Mesmo com esforço, não quero te escutar.
Tapo os ouvidos com renda
E trancafio o cérebro com chave de fenda.

Não me importa o que sentes agora.
Quero viver com o ar que vem de fora.
Não quero prender-me à paixão absurda,
E assim faço-me de surda.

Não adianta lembrar-me da cumplicidade,
Do igual desgosto por esta cidade,
Não adianta relembrar-me do bom dia especial,
Que já ouvi em falso quarto nupcial.

Continuarei, coração, a te bloquear,
Até que, de vez, o que sinto se perca no ar.
Até que não sobreviva nenhuma lembrança
Até que desapareça qualquer esperança.

terça-feira, outubro 01, 2013

ESTRADA





Quero partir seguindo das boas ervas
O aroma para me afastar das trevas
Do meu coração e da boca gelada
Que me aturde e me mantém exilada..

Quero partir para fugir da luta adolescente,
Que enfrento ante seu olho reluzente.
Já que não posso sentir seu braço coroado
A enlaçar meu corpo alucinado.

Rogo a Deus que nunca revele
O gosto que tenho por sua pele.
Não quero que leia a palavra que flutua,
Soada de dentro da minha mente nua.

Deixarei o adeus na xícara de café quente.
Quem sabe você de repente
Lembre de alguns momentos passados,
E de meus verbos calados.


Tenho que escolher





Ontem você me chamou e eu sorri.
Hoje você me chamou e não respondi.
Seu braço forte que já me acolheu,
Não acende mais o fogo do coração que já foi seu.

Sua voz aos meus ouvidos, tanto me alegrou.
Seu peito junto ao meu muito me acalentou.
Mas hoje, tudo é diferente.
Outro pássaro canta em minha mente.

Mas tal pássaro voa longe de mim. Pousa em outras flores de carmim.
E com uma xícara de café sempre a me acompanhar,
Sequer percebe que sou mulher, pronta para amar.

E por já ter com isso me acostumado.
mantenho meu coração controlado.
Penso que só suas mãos podem ajudar,
desse barco a rota desviar.

Not´cia







Sossego macio da tarde,
Suave vento soprando com alarde.
Um sol cansado.
Um sorriso relaxado.

Hora de pensar em voz alta,
de ouvir a nota de uma flauta.;
Hora de sonhar com as pernas partindo,
E ver as portas se abrindo.

A terra morena transpira,
Anunciando que a Terra gira,
Informando que em breve vai chegar.
O esperado adeus desse lugar.

DESCONHECIDA



Teu coração me enxerga como desconhecida,
Andas, comes, sorris para mim com boca adormecida.
Instalei-me em tua vida como amiga somente.
E a mulher? Só um nada em tua mente.

Eu sou a anônima que passa
Com pegadas feias e sem graça.
Como qualquer mulher em versos qualquer
Nunca aclamada como adorável mulher.

E com o passar do tempo, essa simples história.
Nem sequer será retida em tua memória.
longas conversas, mato, cigarro, voarão ao vento,
deletando meu nome do teu pensamento.

Talvez seja melhor rápido tudo acabar.
Nossos caminhos têm que se desviar.
É melhor acabar com tudo isso ... Por quê?
O coração jamais sentirá o que não se vê.

NO HORIZONTE





Bem distante daqui encontrei
O lugar tão sonhado, e me espantei
com a alegria que meu peito exalou
Tamanha era a beleza que abraços

Apesar de atônita, a felicidade contagiava.
Minha alma, luzes brancas emanava.
Consegui sem esforço correr.
Consegui olhar o horizonte sem temer. 

Não sei como fui lá parar.
Acho que um vento fez-me voar.
Sei que demorou minha chegada,
Mas cumpri toda a jornada.

A primeira coisa que fiz foi a terra tocar.
Os grãos nos vãos dos dedos vieram me falar
Que por mim já esperavam,
E com lindas flores me presentearam.

E quando fui a primeira rosa receber...
Acordei! Meus olhos mal conseguiam conceber.
Eis minha vida novamente.
Eis a realidade renitente.

domingo, abril 28, 2013

Sombra




Tua presença
Ora fria, ora quente
Nem pede licença
Para dominar minha mente.

Quando bates em minha porta,
E exalas teu olor, 
Meu Deus! Nada amais importa ...
Esqueço a vida e embriago-me nesse calor.

Ora branca, ora negra, ora rubra,
Desnorteia o pensamente mais certo ...
às vezes rezo para que me cubra,
às vezes rezo para não te ter por perto.

E se penso em te chamar ...
Distraio em por um momento o pensamento.
Prefiro a voz calar
Mas torço para o telefone tocar

Minha filha


Se errei, peço perdão.
Se tu errastes, nem quero saber.
Só quero que deposites em teu coração.
Os versos que venho te trazer.

Não preciso de eco para confessar
Que te amo! Basta ouvir,
Basta estas palavras guardar,
E no teu imo imprimir.

Se me fizestes chorar,
Todo sôfrego pesar não enegreceu
Os dias que em meu colo te fiz ninar
E o grande presente que Deus me deu.

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Sem título

Amigos, navegando pela Net encontrei esse poema maravilhoso e incontestável valor, porém sem título e sem autor. Aqui o reproduzo e, caso saibam algo sobre ele, por favor, informem-me.




Acerta a tua voz
pelo rigor da ternura
acerta o coração
pela violência do grito
acerta o teu olhar
pelas lágrimas da vida
E não
pelo discurso,
pelo relógio,
pelo apito
que marca a hora certa
da entrada e da saída.

Lá atrás









Como eu queria tudo agora pausar
E no tempo poder voltar.
Sem restrições, sem nenhuma preocupação
Apenas entretida na emoção.

Que vontade de rever meus amigos.
De brindarmos aos momentos antigos.
Dar risadas e a dor esquecer
Curtir ao máximo sem nada esquecer.

Bom seria a família reunida novamente.
Ninguém triste, ninguém doente.
Meu amado pai à cabeceira agora vazia
Indagando a todos como foi nosso dia.

Não posso voltar, mas está tudo gravado
Nenhum detalhe será descartado.
Nem a lápide cobrirá minhas lembranças
De que fui a mais feliz das crianças.

















Missiva



Desculpe-me, amigo, pela falta de informação.
Deixar de escrever não foi minha intenção.
Pouco de novo tenho a contar.
A mesmice teima em me acompanhar.

A saúde está forte.
Ontem, o doutor disse que tenho sorte.
Minha respiração não esmoreceu
Nem a rotina a estremeceu.

Aqui, só corre a minha idade.
Esta sim, não perde a oportunidade
De cada dia andar,
E meu rosto marcar.

Asim que algo novo acontecer
Prometo que volto a escrever.
Não é preguiça, é que a palavra não vem,
Quando assunto não se tem.

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Amigos para sempre











Bálsamo da minha tristeza, 
Brincando, com alegria e proeza.
Surge de mansinho 
Me preparando um carinho.

Se o mundo me recrimina
Tua fidelidade me anima.
Como é bom ter sempre comigo.
Meu melhor amigo.

Nos momentos de agonia
Só tu entendes em sintonia.
E sem nada falar
Transmite a mensagem pelo olhar.


Não importa a raça, não importa o nome.
Tu és a companhia que não some
E nos momentos de aflição,
É a tua pata que me dá a solução.

Teus gestos despem teu coração
E consigo lá dentro pegar a tradução
Daquele doce olhar
Que me põe a te admirar.

Se quero abraçar, tu és o primeiro,
Pois em troca recebo carinho faceiro.
Faltam palavras para dizer
Que é muito bom contigo viver.






FRIEZA


Levantei a mão e te fitei
Naquele instante, com nada me importei.
Queria para sempre partir
E nossos caminhos dividir.

Uma imagem sombria ficou.
E o mórbido silêncio se instalou,
Quando vi tua lágrima rolar
E a palavra em tua boca calar.

Não exitei! Segui em frente.
Entreguei nossas vidas em sol poente.
Nem a mala mal arrumada
Tocou a minha alma gelada.

Como pude ser capaz
De assassinar a nossa paz?
Como pude fazer isso contigo?
Como pude fazer isso comigo? ...

ESCULTOR

De tudo já havia criado.
Até seu sentimento já foi desenhado.
Já não conseguia mais inspiração
Para demonstrar tanta emoção.

Resolveu criar um gigante de jornal.
Mas as tragédias em alto grau
Fizeram o boneco chorar.
E a obra veio a esfacelar.

Foi escolher linda madeira
E talhar uma figura faceira.
Inibiu-se! Escutou uma lágrima silenciosa
Que ecoou da frondosa.

Ajoelhou-se e pediu a Deus um sinal.
Almejava algo realmente especial.
Queria que sua habilidade
Servisse de tônico para humanidade.

Inconsolado estava o artista.
Até que avistou re4luzente ametista,
Inspiradora fonte de inteligência
Que poderia ajudar a Terra na sobrevivência.

Desenhou o mundo com mestria,
Pois sabia que aquela energia
Cravejada na imensidão
Salvaria o mundo da desinformação.


TODA NOITE


Não é preciso a luz acender
Para o anoitecer perceber.
Com elevem o frio.
E o triste anúncio que o sol sumiu.

Logo percebe-se que o sombra errante
Dispõe-se a trazer dúvida abundante.
Vem servindo champanhe em fina taça
Que astuciosamente me enlaça.

E já ébrio em alto teor.
Manifesto todo meu torpor
Sucumbindo meu pranto infatigavelmente
E toda escravidão da minha mente.

Demônios e fadas aparecem.
Sedentos de orgia me enlouquecem.
Rogo a Deus que me ilumine.
E que mais uma noite termine.

Depois de muita oração
Vem aluz da salvação
O amigo galo começa a cantar
Anunciando que a luz do sol vem raiar.

QUEM FOI?


Onde estou? Esta não é minha casa.
Quem colocou essa cama rasa?
Nem posso nela deitar.
Dói meu corpo e impede-me de repousar.

Esta casa é fria! A minha não!
Não me conformo com essa visão.
Cadê o meu quarto nacarado
Que acolhia meu medo velado?

Quem foi que destruiu?
Quem foi que atingiu
Aquela pilastra forte
E decretou a minha morte?

UMA SEMENTE


Governantes dos homens, atenção!
Teus olhos cobertos estão
Com o mais claro e fino véu.
Tornando o mundo apenas réu.

Se conseguem a erva daninha arrancar
Tentem algo mais do que mostrar
Os feitos para acabar com a violência.
Quem sabe algo oriundo de uma inocência.

Por que não fazer a semente florescer
Naquela pobre criança que veio a nascer
Sem condições de passos largos dar,
Sem condições sequer de se alimentar.

A boa semente que brota cedo no coração
Pode gerar flores de retidão.
Basta querer, basta fazer!
Basta a educação crescer!

Prisões fazem falta. Escola não?
Debulho-me em lágrimas com essa definição
Que só faz perder o potencial
Residente em alma ainda angelical.

DIGA NÃO AO NÃO


Basta olhar ao seu redor por um segundo
E perceber as façanhas do mundo.
Seja por Deus ou pela ciência
Quanta coisa criada nesta existência.

Jogue o medo ao léu
E torne o desafio um mel
Viajando com Santos Dumont em um avião
Atinja o céu com sua mão.

E com Visconde de Mauá na mente,
Que a vontade traga do poente
A construção da bela rodovia pavimentada
Que conduzirá seus passos nessa jornada.

Através do céu ou da terra, busque o sim
E transmute o lixo em jasmim.
Mesmo que o desafio seja rocha pesada
Deixe a inércia embalsamada.