Amor verdadeiro

Valsa meiga e doce,
Infinito vislúmbrio me trouxe.
Torrencial chuva de sonho,
Onde meus olhos felizes ponho.
Raio de sol que veio me iluminar.
Acalora as noites mais frias com teu olhar.
Manhãs felizes consegues me dar.
És a magia que veio para construir,
Ramos de flores que ainda estão por vir.
Imperativa presença de simplicidade,
Colocas em minha realidade ,
Ostentando graça e enchendo a todos de felicidade.
Diamante

A natureza anuncia tua chegada,
Revertendo fel em mel.
Nuvens se dissipam no céu.
Pássaros voam em disparada.
Pedra rara de grande valor.
Vivaz! Luz das cascatas.
Lança tua voz em sonatas.
Aqueça-me com teu calor.
Teu sorriso faz minhas pernas caminhar.
Teu beijo anuncia fidelidade.
Minutos sem ti, elevam a saudade
Explodindo no peito o desejo de te abraçar.
Que a vida me permita,
Retribuir tanta grandeza ...
MESTRE

Hoje acordei com o vento a me soprar,
Tocou minha face lentamente.
Segurou minhas mãos, convidando-me a andar.
De um modo sutil, diferente.
.
Ainda aturdida, resolvi Te seguir.
Rios navegamos, montanhas escalamos ... inúmeras ciladas.
E Tu não cansavas de repetir:
Estou aqui, e sempre nossas mãos estarão atadas!
Lágrimas, desamor, decepção.
Esqueça tudo, sinta o meu poder.
Nada conseguirá tua força romper.
Em todos os momentos sentirá minha comunhão.
Em todos os teus percalços te guiarei.
Se caíres, te levantarei.
Nas tuas batalhas, te defenderei.
E sempre, sempre, com meu Sagrado Manto te cobrirei
Barco no mar

Leva! Leva o passado pro mar.
Devolva-me a paz, venha me abarcar.
Leva o desgosto, entregue-o à sereia.
Traga-me o sorriso bem perto da areia.
Que tuas águas aniquilem o palor.
Traga-me a luz, o calor.
Deixe correr solta a emoção.
Enterre toda desilusão.
Lágrima e água se fundem.
Amor e esperança se unem.
Nenhum dissabor quero mais sentir.
Vou viver como cristal a reluzir.
(Valéria Brigante)
Poesia

Hoje tenho a certeza do que sinto.
Sou poeta, logo pressinto,
Que a poesia transmuta a dor,
invade a alma, evidencia o amor.
Quem vive em versos, voa nas asas da imaginação.
Mais fina e clara do que a bruma,
Meus sentimentos apruma.
Busco refugo nas melodias.
Renascem as esperanças tardias.
Quem vive em versos, nunca está só.
Nessa trilha vou em cavalgada.
Compondo, amando, sonhando. Nunca fatigada,
Esperando uma rima até vociferar.
Te encontrei! Agora vou "poetar".
Quem vive em versos, acha rima, acha rumo!
Catalepsia e Fim da Catalepsia

(Composta em 1987)
Ainda ando a procura
De alguma droga, de alguma cura
De alguma fuga, de algum perdão...
Me diga para onde eu vou...
Estou sozinho, estou com medo
É muito tarde ou muito cedo
Estou cansado, estou confuso
Me diga para onde eu vou...
Me diga o que eu sou...
Ainda corro pelas estradas,
Com os mesmos caras e namoradas
Estou sofrendo, estou sorrindo
Me diga para onde eu vou...
Um corpo quente em um mundo frio
Seu jeito é manso, eu quero cio
Minha vida é curta e eu renuncio
Só me diga para onde eu vou...
Me diga o que eu sou....
(Letra e Música: Renato Arnun)
FIM DA CATALEPSIA
Não andes mais à procura de nada,
Não peças milagre à uma fada.
A resposta esta em teu coração
Te apresentando a solução.
Entregues teu medo na minha mão,
Tua fadiga à imensidão.
Clareies tua mente com o mar.
Dê-me tua mão, e juntos vamos caminhar.
És um homem que sabe amar ...
É hora de mudar.
É hora de amar.
Andes sim pelas estradas,
Ao meu lado driblando as derrocadas.
Aquecerei teu corpo, atenderei às chamadas.
De tuas tristezas, farei toadas.
Não renunciarás à vida.
Terás comigo, tua eternidade mantida.
És um homem que sabe amar ...
(Valéria Brigante)